quarta-feira, 12 de agosto de 2015

(Asa Branca)-A música “Asa Branca” de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira desembarca na Coreia do Sul. Na voz da Banda Coreyah, o baião realiza a poesia e a esperança do compositor nordestino.



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http://www.youtube.com/watch_popup?v=Eq8a6RVhrZ8&feature=youtu.be  
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A música “Asa Branca” de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira desembarca na Coreia do Sul. (GRUPO JAPONÊS) Na voz da Banda Coreyah, o baião realiza a poesia e a esperança do compositor nordestino.
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ASA BRANCA LAMENTO E ESPERANÇA DO SERTÃO
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ASA BRANCA
Autor: LuizGonzaga e Humberto Teixeira
1-Quando oiei a terra ardendo
com a fogueira de São João

Eu perguntei, a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação(2x)

2-Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação

Por falta d'água perdi meu gado
morreu de sede meu alazão(2x)

3-Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão

Entonce eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração(2x)
4-Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão

Espero a chuva cair de novo
Para mim vorta pro meu sertão(2x)

5-Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar naprantação

Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração(2x)
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Comentários:
Os autores desse forró romântico Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, têm uma visão romântica poética e realista do cenário do Nordeste brasileiro. A música fala da Seca no Nordeste brasileiro, que por ser muito intensa, obrigando o seu povo a migrar, assim como as aves também, a exemplo da asa branca que é um tipo de um pombo (columba picazuno) que quando bate asa do sertão anuncia a seca. Migração essa que é feita por homens (hoje, por homens e mulheres, mas na época da música era feita só por homens) que deixam sua cidade, sua região, procurando melhorias de vida e sustento da família, saindo deixa para trás mulher e filhos .

Assim, está explicito a divisão de papéis sociais do homem como o provedor e da mulher que fica para cuidar dos filhos e do lar.

Essa música foi composta em 1947, a seca castigava o Sertão, fazendo aflorar o êxodo rural, conhecido também como retirantes ruralistas, passam-se os anos e a seca continua assolando o Sertão, trazendo com ela o inchaço das cidades grandes, começando também a discriminação contra os nordestinos. Pois, muitos acreditam que são eles que sujam e enfeiam a cidade, tudo isso porque na maioria das vezes não conseguem empregos e viram mendigos, pedintes, não tendo condições de voltar a sua terra, poucos são os que alcançam êxito.

A seca continua e o Estado negligência o sertão, pois não há políticas para acabar com a seca e o sofrimento do nordestino. Acabar com esse problema grave, para que? Se é justamente esse problema, a solução para alguns políticos corruptos colocar em sua plataforma política, sendo um dos motivos de promessa das campanhas eleitorais, a chamada “ política da industria”, prometendo melhorias, mais como sempre não cumprindo.

Os compositores faz seu lamento ao criador, por que tamanha judiação do povo e das terras do Sertão? Tão seca que arde como o sol, igual às chamas de uma fogueira em época junina, e por falta da chuva nada nascia e por isso estava partindo.Partiu também mundo afora Gonzagão com sua interpretação magistral, espalhando a cultura desse povo lutador.

A seca mostrada na música, obriga um rapaz a mudar da região, assim, como a ave Asa-Branca .Prometendo ao seu amor, que um dia irá voltar, para seus braços e verá a terra verde igual aos seus olhos. Portanto o engendramento dos símbolos das linguagens são fortes nessa canção, pois ela e poeticamente cantada, o romantismo por seu amor a Rosinha, a realidade nua e crua da seca no Sertão e o mais forte para os nordestinos a esperança o verde espalhado no Sertão.
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Postado por Tatiane e Joselitaàs 18:03h
http://joselitaetatiane.blogspot.com.br/2009/07/asa-branca-lamento-e-esperanca-do.html




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