sábado, 22 de agosto de 2015

Rui Barbosa e o Ladrão de Galinhas-Ladrão de Patos? Três apresentações de humoristas


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Rui Barbosa e o Ladrão de Galinhas

Três apresentações de humoristas:

PRIMEIRA APRESENTAÇÃO:
Lá chegando, viu o ladrão já com uma de suas
galinhas, e disse:

"-Não é pelo meu bico-de-bípede, nem pelo valor intrínseco do galináceo; mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se for por mera ignorância, perdôo-te. Mas se for para abusar de minha alma prosopopéia, juro-te pelos tacões metabólicos de meus calçados, que dar-te-ei tamanha bordoada, que transformarei sua massa encefálica,
em cinzas cadavéricas."

O ladrão todo sem graça se virou e disse:
"-Cumé seu Rui, posso levar a galinha ou não???"
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SEGUNDA APRESENTAÇÃO:

Um conhecido conto popular retrata que um ladrão foi surpreendido pelas palavras de Rui Barbosa ao tentar roubar galinhas em seu quintal:

— Não o interpelo pelos bicos de bípedes palmípedes, nem pelo valor intrínseco dos retrocitados galináceos, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se foi por mera ignorância, perdôo-te, mas se foi para abusar da minha alma prosopopeia, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada no alto da tua sinagoga que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.
O ladrão, todo sem graça, perguntou:
— Mas como é, seu Rui, eu posso levar o frango ou não?
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TERCEIRA APRESENTAÇÃO:

Conto de HUMOR 

O ROUBO DOS PATOS DE RUI BARBOSA


Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono!
Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

Se fazes isso por necessidade, transijo;
mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado,

dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

"- Seu Dotô Rui Brabosa,” eu levo ou deixo os pato?
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