quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SONETO À VERDADE [7º DA SÉRIE] - Noneto-Poético-Teatral Nº 26-Soneto nº 6.074 Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*) - Comentando A Crônica [Rastreando a Verdade] [VII] – CONHECER-SE: Portal Aberto à Liberdade – De Klinger Sobreira de Almeida.

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SONETO À VERDADE [7º DA SÉRIE]
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Noneto-Poético-Teatral Nº 26-Soneto nº 6.074
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*)
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Comentando A Crônica [Rastreando a Verdade] [VII]
– CONHECER-SE: Portal Aberto à Liberdade –
De Klinger Sobreira de Almeida.
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"Conhece-te a ti mesmo" eis o tema
que a Antiguidade traz em cada mente,
toda a importância e força deste lema;
-Quem se aprimora tem prazer, pressente...
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Rega o bom grão plantado, em sol que queima!
Sócrates, Delfos, Cristo: o da "Semente"
elevam o SER humano neste esquema
ao infinito tempo que consente.
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F.Gullar na voz de Fagner faz
rever Verdade, sem cair o queixo:
-Sabedoria alerta e à Luz refaz...
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Felicidade tem segredo certo;
para alcançá-la siga o EU do eixo :
-O "Conhecer-se... é um portal aberto."
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Belo Horizonte,MG, quinta-feira 17 de dezembro de 2015
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http://www.recantodasletras.com.br/acrosticos/5482282
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes//
na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB,CDC, EDE;
Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético:
CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas 5 instrumentos musicais apenas.
SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DC-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais.
(Noneto musical criado por Villa Lobos)
(Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta)
Mensagem conclusiva no 14º Verso( Último do segundo terceto).
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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2015/12/soneto-verdade-7-da-serie-noneto.html

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Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2015
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Confrades e Confreiras,
Permitam-me, na inspiração deste clima ameno e alegre que assinala o Espírito de Natal, fazer-lhes minha saudação preferida em fonte sânscrita: NAMASTÊ – O Deus que mora em mim saúda o Deus que mora em ti!
O 2015 se esvai... Agora, continuando nossa marcha cósmica, varando o tempo, aguardamos o 2016, e lembro-me de uma canção militar daqueles idos, que se iniciava  mais ou menos assim:  – Avante Camaradas, ao tremular do nosso pendão/ Vençamos as invernadas com fé suprema no coração/Aqui não há quem nos detenha...
Vamos avançar o 2016 com “fé suprema no coração”, acreditando que podemos contribuir para que a nação se erga do fosso em que se encontra: economia em retração, inflação acelerando, desemprego expandindo... E a Cultura da Razão Cínica levantando a cabeça, desafiadora.
Vamos acreditar, numa fé em Deus,  firme e inabalável, que podemos vencer. Se olharmos o pretérito, esta não é a primeira crise, nem será a última. Entremos, pois, o 2016, otimistas e esperançosos, dispostos a “combater o bom combate”.
No último tema do ano – tema VII da série Rastreando a Verdade – recordo-lhes, em boa hora, os primores da sabedoria ancestral: Sócrates e Cristo – cujas mensagens são luzes seculares que jamais se apagam.
Retornarei em fevereiro/2016, prosseguindo esse rastreamento da verdade, com o tema VIII. Nesta oportunidade, agradeço todos aqueles que me têm honrado com a leitura de meus textos, que têm criticado, abrindo novas trilhas nesse rastreamento.
Que as vibrações deste crepúsculo 2015, no entrelace da aurora de 2016, lhes seja, extensivamente aos seus entes queridos,  um painel de luz!

Klinger Sobreira de Almeida – Cadeira 12
 Academia de Letras João Guimarães Rosa da PMMG.
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Rastreando a Verdade (VII)
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– CONHECER-SE: Portal Aberto à Liberdade –

                    Klinger Sobreira de Almeida

Nos anos 90, Fagner fez sucesso – “Menos a Mim”, composição em parceria com Ferreira Gullar.  Nas duas estrofes iniciais, a elegia presunçosa do conhecimento amplo e geral: Conheço a aurora com seu desatino (...) Conheço tudo (...). Na 3ª e última, a luz e o despertar: “... Posso afirmar enfim/Que não conheço nada desta vida/Que não conheço nada, nada, nada/Muito menos a mim.” Essa canção, em sua essência, sintetiza uma linha filosófica de emancipação espiritual do homem.
Desde a longínqua antiguidade, a história nos mostra parcela menor da humanidade – inteligências mais avançadas – inquieta e ansiosa, buscando desvendar os segredos da vida, o seu entorno e o universo. Ora achava, ora especulava! Enquanto isso, a maioria queria apenas viver, desfrutando o que a natureza lhe proporcionava não só para a sobrevivência, mas também em gozos e prazeres.
 Os sábios das eras avoengas, na trilha dessa caminhada especulativa, inseriram algumas máximas no Oráculo de Delfos, a fonte onde os garimpeiros do conhecimento bebiam inspiração.   Dentre estas, uma se sobressaía: Conhece-te a ti mesmo.  Entendiam eles que o primeiro passo para adentrar aos segredos a vida no contexto do universo consistia na descoberta interior. Ao homem caberia, olhando-se interiormente, desvendar-se, avaliar suas fragilidades, seus defeitos... Conhecendo-se, nos meandros do seu Eu, poderia limpar-se, livrar-se das sombras e iluminar-se para lançar-se nas veredas da verdade. Só então teria condições de afastar o véu da escuridão.
“Conhece-te a ti mesmo”: eixo em que Sócrates – expoente da sabedoria ancestral – montou os alicerces de sua filosofia. Nessa rota, o filósofo alertava o povo ateniense, em especial os jovens, sobre os aspectos falaciosos da vida: poder, fama, honrarias, riquezas... Mostrava-lhes o fundamental: a estrutura moral, a edificação de virtudes, abrindo-se trilhas que levariam à felicidade. Impunha-se, para tanto, que cada um, de per si, num esforço de autoconhecimento, voltasse, criticamente, para dentro de si, formatando sua geografia interior: potencial de luz, mas também pontos lodosos e tendências abjetas. A partir daí, então, caído o véu, o livre-arbítrio: – Continuo na senda da imperfeição, ou alavanco meu potencial de luz? A decisão, individual.
Esse chamamento – Conhece-te... – que abre as veredas da felicidade, tem ecoado, através dos séculos, nas mensagens dos luminares do pensamento, mas a maior parte da humanidade, ainda rastejando na ignorância, prefere seguir escravizada às benesses, vícios e prazeres mundanos. Como clarear a mente ignorante?! Reportemo-nos à ensinança do Mestre Cristo, na Parábola do Semeador: – Insistir na semeadura, mesmo que parte das sementes caia em solo estéril, porém a que encontrar terreno fértil irá frutificar. E mais: livrar o terreno adverso dos pedregulhos e espinheiros.
 Quando se chega ao estágio do “conhecer-se”, o portal estará aberto para a alavancagem do potencial de luz, iniciando-se a tarefa não fácil, mas possível, de lapidação da ganga impura (desbastar a pedra bruta, segundo secular ordem filosófica), o que exige vontade incoercível, que, ao final, será contemplada com a liberdade.
Conhecer-se - verdade incontrastável! - portal aberto à liberdade. É um desafio ao ser humano que, em luta ingente, busca sua elevação consciencial.
Klinger Sobreira de Almeida – Militar Ref/membro da ALJGR
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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2015/12/soneto-verdade-7-da-serie-noneto.html