domingo, 28 de fevereiro de 2016

SONETO À VERDADE [9º DA SÉRIE] BEM-ESTAR SOCIAL EXIGE ORDEM - Noneto-Poético-Teatral Nº 33-Soneto nº 6.090 Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*) Crônica de Klinger Sobreira de Almeida

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6090-SONETO À VERDADE [9º DA SÉRIE]
BEM-ESTAR SOCIAL EXIGE ORDEM
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Noneto-Poético-Teatral Nº 33-Soneto nº 6.090
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*)
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Ordem/progresso-lema: Augusto Comte
traz esperança, luz que se renova!
Toda Nação quer ter alguém que conte:
-Mestre Jesus pregou a Boa Nova.
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Boa Vontade brota em pura fonte,
dá Segurança ao povo que comprova:
Beatitudes são "Lições do Monte"
que a humanidade inteira vive e prova.
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Lei do Universo causa e efeito, sim;
Ordem por Base gera Paz, Amor/
Princípio; vê Progresso: vence ao Fim.
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Trilha do Meio segue sem Desordem;
a Liberdade é fruto com  sabor.
O Bem-Estar Social exige Ordem.
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-"Ordem Política restaura Progresso,Liberdade,Bem-Estar Social."
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Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 2016.
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5558404
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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2016/02/soneto-verdade-9-da-serie-bem-estar.html
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Comentando A Crônica [Rastreando a Verdade]
[IX]-
De Klinger Sobreira de Almeida.
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Rastreando a Verdade (IX)
ORDEM ; Bem-Estar Social
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Nosso enfoque, no tema, será o Estado-nação. Comecemos, no entanto, por uma visão cósmica.

 O Universo – milhões de galáxias, estrelas sem fim, em marcha harmoniosa e incessante – “É” porque se fundamenta na Ordem. As forças de gravidade e as eletromagnéticas em sintonia impedem as estrelas de se colapsarem; a nuclear forte mantém a coesão nos núcleos atômicos. Se algo falhar, vem a Desordem, o caos. E aí?!
Há 3.000 anos (±), Moisés encetava a caminhada penosa, 40 anos de deserto, rumo à terra de Canaã. 600 mil humanos! Alguns tombavam, milhares nasciam, e a massa crescia. Rebeldia, conflitos, roubos, assassinatos, cobiça à mulher do próximo etc faziam parte daquele imenso aglomerado. A Desordem, passada a euforia da vitória, se implantara; o objetivo evaporava naquele torvelinho. Então, o lendário líder buscou, com o pulso de ferro que as circunstâncias exigiam, impor a Ordem. Emergiu um ordenamento normativo severo. Primeiro, os Dez Mandamentos. A eles, seguiram-se normas disciplinares e penais. Sanções cruéis: supressão de membros, pena de morte, apedrejamento... Assim, no seio do  Primado da Ordem, alcançou-se o objetivo.

Séculos depois, Jesus Cristo preconizou a Ordem em sua Boa Nova, cumprindo a Lei ancestral, porém, como princípio basilar, inseriu-lhe o Amor. 

 “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim” ̶  síntese do ideário positivista que empolgou parte da intelectualidade brasileira nos decênios finais do século XIX  ̶  inspirou o símbolo da pátria, redesenhado no fulgor da Proclamação da República, com o lema “Ordem e Progresso”.

Ordem, na sua conotação social, é um reflexo da harmonia universal. Visualiza-se em todas as suas vertentes: Política, Jurídica, Moral, Econômica, Segurança... No Estado-nação, a Ordem Política é o centro gravitacional do sistema. É o Sol.

O conceito Ordem Social, na práxis, implica num conjunto normativo que direciona, ordena, organiza e disciplina a convivência, o relacionamento e a coesão grupal do micro ao macro. Neste contexto, tendo por princípio o Amor, o Progresso caminha rumo ao objetivo. Contudo, se apesar da tessitura normativa, a Ordem se arruína a partir de seu centro gravitacional, então tudo se perde. Emerge a Desordem: degradação dos sistemas de saúde, educacional, segurança; os narcotraficantes demarcam territórios; propriedades são invadidas, laboratórios de pesquisa depredados e vias interrompidas; os “Black bloc” destroem à vontade; atividade produtiva regride, o desemprego e a pobreza expandem... Em verdade, a Ordem Política, quando esgarçada eticamente – grande parte dos atores enlameados na corrupção, sem representatividade, sem responsabilidade – toda base se torna gangrenada num efeito metástase. Não há, portanto, progresso nem liberdade. Sem progresso, o Bem-Estar Social inviabiliza-se. Sem liberdade, o povo curva-se à opressão dos tiranos.

A nação que, nos entreveros da caminhada, arruinou sua base, está desviada do Caminho do Meio. Impõe-se, via conscientização coletiva, a reversão, restabelecendo-se, em prioridade, a  Ordem Política. Restaurada esta, as demais vertentes lhe seguem. O Progresso retoma, a Liberdade resplandece e, ao final, o Bem-Estar Social.

Klinger Sobreira de Almeida – Cel.  Ref/PMMG, membro efetivo ALJGR


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