quarta-feira, 13 de abril de 2016

RUI BARBOSA faz poema-discurso para o POVO BRASILEIRO, como Senador, em 1914

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O poema-discurso de Rui Barbosa, como Senador em 1914, apresentado a seguir, é uma grande lição, para refletir, para cada brasileiro que representa o povo em função pública qualquer que seja ela.
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SINTO VERGONHA DE MIM    

Autoria: RUI BARBOSA
Discurso feito no Senado Federal
em 14 de dezembro de 1914. 
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Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar  meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
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De tanto ver triunfar as nulidades
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
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Rui Barbosa
Fonte:

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Nota:
1-Vamos avaliar?
 Cleide Canto apresenta-se como a autora dos versos acima, exceto o último que vem estre aspas...
Este poema está publicado também, no site:
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 Assista, no Youtube, a declamação de Rolando Boldrin

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Pensamentos de Rui Barbosa:
http://pensador.uol.com.br/autor/rui_barbosa/
1-De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Rui Barbosa
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2-A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade... Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real.
Rui Barbosa
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3-As leis são um freio para os crimes públicos -
a religião para os crimes secretos.
Rui Barbosa
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Assistir youtube:
O CORAÇÃO-(Oração as moços)
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Oração  aos moços:
RUI BARBOSA
https://www.youtube.com/watch?v=sr6NoQeyHjA&nohtml5=False
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Documentário
VIDA DE RUI BARBOSA:
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Assista o Vídeo:
Fundação Casa de Rui Barbosa-Centenário parte 1
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Centenário parte 2:
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Centenário parte 3:
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Centenário parte 4:
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Biografia de RUI Barbosa:
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Tempo e História:
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CASA de Rui Barbosa:
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