terça-feira, 31 de maio de 2016

SONETO À VERDADE- (XVI Da Série) HONESTIDADE EXIGE PROVA PLENA-Noneto-Poético-Teatral Nº 49-Soneto-nº 6.150

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SONETO À VERDADE- (XVI Da Série) HONESTIDADE EXIGE PROVA PLENA
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Noneto-Poético-Teatral Nº 49-Soneto-nº 6.150
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil
Parceira-Assessora na ALJGR/PMMG,
Comentando reflexões de Klinger Sobreira de Almeida:
Rastreando a Verdade:
(Honestidade - Opção Única).
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Vivência humana Amor total encena:
_Interação do Ser e Ter: Verdade!
Honestidade exige prova plena!
_E o desonesto? Um país invade.
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Painel da História mostra cada cena:
_Sempre existiu o corrupto...dor...maldade!
Infelizmente, nódoa causa pena!
Reviravolta? Urge usar a grade...
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Homem de Bem garimpa a essência pura,
para a ascensão na esfera bem real:
_Líder consciente gera a luz futura.
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Única opção que nega haver abismo!
Força motriz que traz valor moral;
Honestidade é meta e exclui cinismo.
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Belo Horizonte, 31 de maio de 2016.
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(*)Soneto-Clássico-sáfico-heroico; com sílabas fortes//
na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB,CDC, EDE;
Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético:
CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com 5 instrumentos musicais apenas.
SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DC-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais.
(Noneto musical criado por Villa Lobos)
(Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta)
Mensagem conclusiva no 14º Verso( Último do segundo terceto).
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Publicação:
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5652150
http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/
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Prezados Confrades e Confreiras,

Nesta série “Rastreando a Verdade”, desenvolvendo reflexões que buscam clarear as veredas que levam à liberdade, o tema XVI vai no cerne: HONESTIDADE →Opção Única. Sim, honestidade integral, e não, meia honestidade ou honestidade relativa, pois este valor moral não comporta nuances. Quem é honesto não se flexiona nem atende aos acenos ilusórios da desonestidade.

Saudações Acadêmicas,

Klinger Sobreira de Almeida – Cadeira 12 , membro efetivo-fundador da ALJGR/PMMG
 
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Rastreando a Verdade (XVI)

HONESTIDADE - Opção Única

Klinger Sobreira de Almeida(*)


A existência humana não é um fim em si mesma. É uma travessia – breve e fugaz, finita diante da eternidade – que, em essência, constitui privilégio e oportunidade. Enseja, se bem aproveitada, ascensão cósmica da alma.

Como aproveitar, no decurso da travessia, este privilégio de viver na esfera terrena?  Quem tiver a curiosidade de se reportar ao tema III desta série, recordará que o caminhar consiste numa interação entre o TER e o SER. Este, resultante da elevação consciencial do viajor – conquista imperecível – é a meta. Aquele – configurado em agregados necessários, mas perecíveis – representa mera prova da passagem. Cumprida a meta, a alma prossegue ascensionalmente.

Elevação consciencial – segredo do êxito – consiste, de um lado, em garimpagem tenaz dos valores morais na tessitura do caráter do Homem de Bem; de outro, impõe-se a resistência hercúlea aos apelos ilusórios que o ego, a cada passo, acena ao viandante: as benesses mundanas. Em suma, vivência humana em Amor.

Na utilização sensata do livre-arbítrio, o cultivo do valor moral honestidade – probidade, honradez, decência, decoro, dignidade... – é primordial na arquitetura de sustentação do caráter. Nesse alinhamento se colocaram os luminares do pensamento humano – Verbi gratia: “Honestidade foi e será sempre a arma decididamente mais forte para todas as lutas da humanidade que vive e progride.” (Enrico Ferri)Honestidade é o primeiro capítulo no livro da sabedoria.” (Thomas Jefferson)

A honestidade, permeando todos os segmentos de um povo, torna-se uma cultura que condiciona as pessoas a partir da tenra idade: a criança, por força da educação, não se compraz na desonestidade. O adulto – cidadão comum – é exemplar no cotidiano: respeita as leis de trânsito independente de fiscalização; não recorre à fraude para adquirir direitos; não age como corruptor ativo para se livrar de infrações; não tenta ludibriar para obter vantagens nem êxito em qualquer certame; quando ocupante de cargos públicos, é invulnerável à corrupção, jamais se desvia das leis para a prática do abuso de poder. Nessa cultura, as elites políticas, empresariais, sindicais e institucionais são imunes à prevaricação, ao nepotismo, à corrupção...

Infelizmente, no Brasil, malgrado os bolsões de honestidade da base ao topo – o que é honroso e dá esperança de reversão do quadro – o que prevalece é a “Cultura do Cinismo”, cujos ingredientes são a mentira, a improbidade, a desonra, a desonestidade, a ânsia de tirar proveito em tudo, a rapinagem do erário público, a corrupção por todos os ângulos e facetas... No painel da história, emergem escândalos que vêm em roldão desde o império, atravessa a república para desembocar no mensalão e nessas excrescências vergonhosas que a operação “Lava Jato” desnudou.

Urge uma reviravolta: (1) sepultar, como dejeto social, a “Cultura do Cinismo”, caldo da corrupção; (2) erigir, no altar dos valores fundamentais, a “Cultura da Honestidade”. A força motriz da reversão: a família, os educadores, os líderes... E, a partir daí, o engajamento pleno.

Se almejamos a grandeza da pátria – sua emancipação moral – propugnemos por esse viés: HONESTIDADE→Opção Única.

Klinger Sobreira de Almeida – Militar Ref/PMMG, membro ALJGR