segunda-feira, 26 de junho de 2017

6449-Soneto à verdade-XLI-VIVER É TER A DOR VENCIDA - Noneto 72-Soneto-Por Silvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil-Reflexão de Klinger Sobreira de Almeida

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6449-SONETO À VERDADE XLI-VIVER É TER A DOR VENCIDA
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Noneto-Poético-Teatral Nº 72-Soneto nº 6.449
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*)
Interação-interpretativa da reflexão de
Klinger Sobreira de Almeida, Cel.PM.Ref.
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Viver requer ação, sentir na dor
fugaz do voo, a queda sem ser vista;
na travessia vence a lei do Amor,
Campo de Pouso traz a fé benquista.
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Todo ser ao nascer quer ter vigor;
tem um dever: buscar obter conquista;
fazer brotar sementes com sabor!
Quem não arrisca não alcança a pista.
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Valor está na força da vitória;
cair, lutar, reerguer-se, com certeza;
enfim compor a clave de uma história.
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Sei que a dor fortalece quem sofreu;
resignação revela a tal fraqueza:
_Só passou pela vida, não viveu.
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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, 27 de junho/2017.
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/6038416
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes na 4ª, 6ª, 8ª; e 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB, CDC, CDC; Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético: CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas 5 instrumentos musicais . SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DC-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais. (Noneto musical criado por Villa Lobos). (Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta). Mensagem conclusiva no 14º Verso( Último do segundo terceto).

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http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/6038416
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Prezados leitores,
A vida, por mais que especulemos e avancemos nos campos da ciência e da metafísica, continua um mistério indecifrável. Mas, viver, não há dúvidas,  é um esforço de conquista. Eis, à reflexão, o tema XLI.
Que a semana lhes seja plena de luzes!
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Rastreando a Verdade(XLI)
VIVER→Esforço de Conquista
Quem passou pela vida em branca nuvem,/E em plácido repouso adormeceu;/Quem não sentiu o frio da desgraça;/Quem passou pela vida e não sofreu;/Foi espectro de homem, não foi homem./Só passou pela vida, não viveu. (Ilusões da Vida – Francisco Otaviano)
Dentro da concepção evolutiva dos mundos – espiritualista – a Alma é centelha individualizada em trajetória cósmica. Voa pela imensidão infinita não concebível pela mente humana.  E, voando por espaços siderais ignotos, em plena vida, intentando um retorno à fonte, encontra um “campo de pouso”.  É a passagem planetária: oportunidade e dádiva concedida pelo Criador – Força Primordial. 
Ao viver, de forma inteligente – um privilégio – o Ser Humano dispõe das potências da Alma: Pensamento e Vontade. Estas infletem segundo o Livre-Arbítrio inerente a cada um. É o campo de liberdade na escolha.
 Almas mais elevadas em nível consciencial (moral/espiritual) optam por uma travessia orientada pela Lei Regente da Vida: o Amor. Entendem a travessia terrena não pela ótica de um fim si mesma, mas, sim, como um meio de ascensão. Os óbices, mesmo dores cruéis, lhes são desafios a serem vencidos.  No percurso, construtores de um mundo melhor, onde impere a justiça social, adotam a postura do altruísmo. Elegem o Ser, em detrimento do Ter.
Ao reverso, as Almas menos dotadas, ou atrasadas na aquisição de insumos morais, se desviam; tornam-se presas do egoísmo e todos seus filhotes. Focam que o existir consiste em Ter, sempre mais e mais. O semelhante não é irmão, é resto. E resto pode padecer nas injustiças, nas atrocidades, na fome... Se, por aversão natural, não praticam o bem, erigem a maldade como farol. Cinismo e hipocrisia são, via de regra, apanágios de caráter. Assim, a passagem terrena, ao invés de patamar para voos mais altos, torna-se declive derrapante ou abismo de queda.
Nesse contexto de geografia terrena, existem, também, as Almas ignorantes que caminham sonolentas, caem e adormecem. São aquelas da resignação passiva. Se vier o sofrimento, lamuriam e curvam-se; nascidas em situação adversa, conformam-se em rastejar na poeira ou na lama. Algumas, deitadas, revoltam-se; outras, atribuem tudo ao destino e creem que “Deus assim quis”. Lutar?! Jamais. Só de pensar nesta opção, tombam vencidas. Longe do Ser, não visualizam nem mesmo o Ter. Ao final da travessia, refletem o dizer do poeta: “só passaram pela vida, não viveram”.
Viver é vida dinâmica, ação, a partir do “campo de pouso” – interrupção temporária e fugaz do voo. É entregar a mensagem ao longo da travessia terrena. Caminhar por sítios variados. Ir em frente. Subir. Escalar. Descer. Cair. Reerguer-se. Lutar. Superar. Recompor-se. Fazer acontecer. Modificar. Inovar. Criar...
Viver não é degradação moral. Nem maldade. Nem inércia. Nem retrocesso. Nem ócio. Nem passividade. Nem entrega. Nem fuga.
Viver, em suma, é avanço. Ação ativa e proativa. Esforço de conquista. De ascensão. De felicidade.


Klinger Sobreira de Almeida – Mil. Ref./Fundador ALJGR/PMMG
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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2017/06/6449-soneto-verdade-xli-viver-e-por.html