terça-feira, 13 de junho de 2017

SONETO À VERDADE XL-QI mais QE =SABEDORIA Noneto-Poético-Teatral Nº 71-Soneto nº 6.431 Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil - Reflexão de Klinger Sobreira de Almeida


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SONETO À VERDADE XL-QI mais QE =SABEDORIA
Noneto-Poético-Teatral Nº 71-Soneto nº 6.431
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*)
Interação-interpretativa da reflexão de
Klinger Sobreira de Almeida, Cel.PM.Ref.
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Século XX quis trazer ao mundo,
testes mentais, notáveis? Sem final;
prática em foco, quer QI profundo!
Enfoque novo leva à vida real.
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Na dimensão maior QE, é fecundo:
inteligência pode ser normal,
mas a emoção, avança bem mais fundo,
pede EQUILÍBRIO, para o bem geral.
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Gênio na infância tem talento nato;
dedicação envolve tempo, luz,
um meio certo, nível bom de fato.
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QI e QE dependem muito mais
da liderança que à razão conduz
SABEDORIA guia o ser capaz.
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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, junho/2017.
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/6025928
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes na 4ª, 6ª, 8ª; e 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB, CDC, CDC; Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético: CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas 5 instrumentos musicais . SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DC-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais. (Noneto musical criado por Villa Lobos). (Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta). Mensagem conclusiva no 14º Verso( Último do segundo terceto).

-http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2017/06/soneto-verdade-xl-qi-mais-qe-sabedoria.html
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Junho/2016
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Prezadas leitoras,
Principalmente aqueles que garimpam na seara metafísica afirmam que a interação Inteligência x Amor resulta em Sabedoria. O tema XL, navegando por esse campo, especula o encontro da linha da Sabedoria. Trata-se, como a série em andamento indica, um exercício de rastreamento da verdade.
Nas reflexões do tema, auguro-lhe uma semana de plenas realizações.

Klinger Sobreira de Almeida – Mil. Ref.
Efetivo-Fundador da Academia de Letras João Guimarães Rosa/PMMG
Membro Correspondente Academia Valadarense de Letras.
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 Rastreando a Verdade (XL)
QI↔QE →Encontro da Linha de Sabedoria
Todos os sentimentos que dominamos são legítimos, e todos que nos dominam são viciosos” (J. J. Rousseau).
A ciência do comportamento, adentrando exuberante no século XX, trouxe à tona a pretensão de mensurar a inteligência humana. A novidade espalhou-se, e as pessoas eram medidas em todas as ambiências. O Quociente de Inteligência-QI emergiu como definidor do indivíduo. No topo, os QI altíssimos: as portas se lhes escancaravam. Descendo a rampa, os medianos; na base: os menos providos. Estes, rotulados, representavam a massa: tarefas grosseiras; a ascensão lhes era vedada pelo destino. 
O modismo do QI, alastrando-se nos denominados centros civilizados (Europa, USA...) desceu às nações periféricas na América Latina e Ásia. Depois, chegou aos miseráveis e párias, mormente na África e outros nichos. No roldão dos estamentos de classes de indivíduos, as nações também receberam suas etiquetas. 
Porém!... A vida – essa teia de relações, com seus entreveros – foi, com o passar dos anos, colocando água fria na fervura dos arautos do QI. Indivíduos tidos como suprassumo de inteligência colhiam fracassos à frente de gerências ou comandos.  Em contrapartida, outros, às vezes ignorados, emergiam na proa de variadas atividades. Aliás, as duas grandes guerras mostraram uma verdade fática: os comandantes vitoriosos não ostentavam QI elevados, e sim, equilíbrio e tirocínio; sabiam formular estratégias e táticas, eram corajosos e, sobretudo, motivar os combatentes.
Na série “Falácias da Vida Humana”, em meados de 2015, expus que o QI, mesmo exponencial, não constitui garantia de sucesso ou êxito. A pretensa tese científica de sua supremacia – focada unilateralmente – esboroara-se no transcurso da marcha da vida.
A partir da metade do Séc. passado, os cientistas do comportamento trouxeram à lume, num novo enfoque, a realidade das emoções inerentes a todo ser humano. Estas, soltas como um cavalo sem bridão ou um carro desgovernado, tolhem a razão e sepultam as aptidões. Concluíram que a incapacidade de controle emocional desbarata qualquer inteligência por mais brilhante que seja. À esteira do despertar científico, veio a Inteligência Emocional, conhecida por Quociente Emocional-QE.
Ao desenvolvimento do QI deve corresponder um avanço interior relativo ao controle das emoções, ou seja, um bom nível de QE. Em suma, as emoções (sentimentos) – ira, medo, inveja, ansiedade, alegria, tristeza, prazer etc – existem como insumos da vida, para injetar-nos o tempero necessário ao viver, mas não para nos dominar, fazer-nos servos. QE elevado significa que o homem tem controle absoluto de suas emoções; não as elimina, mas as utiliza no justo sentido da utilidade de que cada uma se destina.
Os grandes capitães da evolução – os líderes da história; construtores da civilização - foram os que, ao lado de um bom QI, souberam edificar um QE que lhes deu equilíbrio para liderar em todas e quaisquer circunstâncias.  No ajuste do QI↔QE – equilíbrio – encontraram a linha da sabedoria, que os guiou.

Klinger Sobreira de Almeida – Militar Ref./ Membro da ALJGR









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