terça-feira, 6 de setembro de 2016

SONETO À VERDADE- ( XXIII da Série) Excesso de Leis - Soneto-nº 6.174 e Noneto Nº 52 Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil-Reflexão XXIII de KLinger Sobreira de Almeida



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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2016/09/soneto-verdade-xxiii-da-serie-excesso.html

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SONETO À VERDADE- ( XXIII da Série) Excesso de Leis - Soneto-nº 6.174 e Noneto Nº 52 Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil-Reflexão XXIII de KLinger Sobreira de Almeida


SONETO À VERDADE- ( XXIII da Série) Excesso de Leis
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Soneto-nº 6.174- Noneto Nº 52
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil,
Interação-interpretativa da reflexão de
Klinger Sobreira de Almeida:
Rastreando a Verdade:(Excesso de Leis).
-
Excesso em tudo causa o mal descrito:(A)
_Legisladores criam leis e dão (B)
aprovação, às vezes, só no escrito, (A)
papel aceita tudo, ao Ser ladrão. (B)
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Os vinte e seis Estados e um Distrito (A)
Federal trazem LEIS que não estão (B)
sendo cumpridas; tangem grave atrito: (A)
_Mas nas esferas querem Paz, União. (B)
-
Atualmente, muitas leis confundem! (C)
A corrupção não traz nenhum valor (D)
_Nações comprovam triste cruz! Há dor! (D)
-
A humanidade vê que muitos vencem! (E)
Impunidade os erros não convencem. (E)
Resta a Esperança quando existe Amor. (D)
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Belo Horizonte, setembro de 2016,
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5748582
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(*) Metodologia deste Soneto:
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes//
na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB,CDD, EED;
Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético:
CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas 5 instrumentos musicais apenas.
SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DE-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais.
(Noneto musical criado por Villa Lobos)
(Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta)
Mensagem conclusiva no 14º Verso ( Último do segundo terceto).
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6173-EXCESSOS DE LEIS-
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TROVAS de nº 2.207 a 2.215
 Por Sílvia Araújo Motta-BH-MG-Brasil
-
TROVA nº 2.207
Os excessos de LEIS são
fontes de ineficiência,
inspiram a CORRUPÇÃO,
benesses em evidência.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.208
Quando o ESTADO tem ladrões,
vendas de facilidade,
os bandidos das NAÇÕES
arruínam a sociedade.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.209
Normas administrativas
em excesso, multiplicam
classes de ladrões ativos,
no Xadrez da Vida jogam.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.210
O Estado é o instrumento
para promover bem-estar,
no progresso, o crescimento:
_Meta para governar.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.211
Quando citada a ficção:
do tal "Calcanhar de Aquiles"
na Antiguidade, a reação
trouxe consequentes males.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.212
Todo ESTADO deveria
lutar para o Bem Comum
mas são poucos: _Quem diria,
que buscam Senso Comum.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.213
O CIPOAL normativo
incentiva a corrupção,
o poder administrativo
inferniza o cidadão.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.214
Dezenas de Operações
esclarecem graves CRIMES,
dilaceram corações,
buscam malhas nas raízes.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.215
Nossa Constituição
nesta época é citada
“Impeachment” é reação
traz hora descompassada.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.216
A LEI encontra saídas
e quem acusa é capaz
de provocar despedidas
que a pena máxima traz.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.217
Erradas opiniões
entornam mares de dor,
até Constituições
alteram a Lei do AMOR.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.218
As Leis nas teias de aranha
são dos “pequenos” cobradas,
quando a impunidade arranha,
pelos “Grandes” são rasgadas.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.219
Sofre da LEI, o rigor,
todo pobre, sem instrução,
rico tem ao seu favor
dinheiro da corrupção.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.220
LEIS são úteis para quem
tem posses e quer “justiça”
_Aquele que nada tem
cala e o silêncio atiça!...
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.221
LEI não serve para “nada”
se não for executada;
fácil de ser governada
é Nação “desencantada.”
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.222
Natureza traz lição,
paz-liberdade-beleza...
Caminho da INTUIÇÃO
tem Lei de DEUS, com certeza.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.223
Má interpretação da LEI
é espécie de “tirania”
tira a liberdade, eu sei,
e ao povo dá a fantasia.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.224
Somente os ricos aprovam
tantas Leis, tantos impostos...
que os “pobres” pagam...comprovam
sem os bens que são propostos.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
-
TROVA nº 2.225
Corrupção traz lodaçal,
planta a ineficiência
social e cultural;
lei  multiplica a carência.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.

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Prezados Confrades e Confreiras,
Verdades cruéis enunciadas há séculos, fruto de uma sabedoria milenar, precisam ser ditas, relembradas, retiradas dos escaninhos do tempo. Quem sabe o despertar acontecerá!? Neste tema XXIII, pincei do mosaico de ensinamentos de Lao Tsé uma “verdade” que, quase sempre, passa despercebida no meio de tanta demagogia, falácias e desacertos  que nos assolam.
Saudações Acadêmicas,
Klinger Sobreira de Almeida – Cel. PM Ref./Membro Efetivo-Fundador ALJGR e, correspondente, Academia Valadarense de Letras
-
Rastreando a Verdade(XXIII)
EXCESSO DE LEIS-Fonte de Ineficiência e Corrupção
Quando leis e decretos são numerosos e evidentes, ladrões e bandidos multiplicam-se.” – Lao Tsé, in Tao Te King, Poema 57.
O Estado – instrumento para promover o progresso e o bem-estar – desde a remota antiguidade, quando ainda uma ficção, teve na classe dirigente seu “Calcanhar de Aquiles”. Ora soberanos absolutos a governar em prol da corte, usurpando a riqueza e escravizando os vassalos. Ora ditadores cruéis, pretensos sábios ou deuses, que mantinham seus familiares e áulicos usufruindo de todas as benesses e, ao resto: migalhas, perseguição, cárcere ou morte. Ora pseudodemocratas, erigindo-se em grupo dominante, saqueavam e igualavam o povo a um rebanho.
Poucos são os Estados instrumentalizados a um exercício do poder político voltado ao bem comum. Somente as nações, cujos povos alcançaram elevados níveis na ordem consciencial e no conhecimento, sabem escolher seus governantes, monitorá-los e realinhá-los quando em desvios (v.g. Suécia, Finlândia, Noruega, Suíça...). A maioria vive sob a égide de governos populistas, ou pseudodemocratas, ou ditadores, onde o povo vegeta em diferentes graus de carência.
Uma das características do Estado invertido – instrumentalizado às avessas – é a abundância de leis, decretos e normas administrativas. Estas constituem copiosa teia que, por um lado perverso, dificulta, atravanca, embaraça e peia a população, mas, de outro, enseja a “venda de facilidades” – a corrupção escancarada – o gozo e a embriaguez do poder. Neste viés, infelizmente o Brasil é um exemplo.
 Até a Constituição/1988 (retalhada em quase uma centena de emendas), trilhava-se o caminho da exuberância normativa. A ordem constitucional emergida abriu as comportas, esgarçando o processo legislativo no que tange à apresentação de projetos de lei e sua tramitação. A essa tendência viciosa aportaram 26 unidades federadas, um distrito federal e 5.270 municípios. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação-IBPT, levantamento/2013, foram editadas nas três esferas – União, estados e municípios – 4.785.194 normas: leis, decretos, resoluções administrativas etc.
  O cipoal normativo, além de infernizar a vida do cidadão bem-intencionado, ensejou nos altos e médios estamentos – políticos, empresariais, institucionais... – nichos de corrupção que, ao lado de uma ineficiência gritante, saqueiam impiedosamente o erário público. As dezenas de operações desenvolvidas pelo Ministério Público, Polícia Judiciária e Justiça Criminal – Mensalão, Lava Jato, Mar de Lama, Zelotes etc. – em cujas malhas caem, pela primeira vez, escalões superiores da vida pública e executivos do topo, evidenciam a extensão e a profundidade da megadelinquência que vem atolando a nação em grave crise política e econômica.
Assim, na era contemporânea, o Brasil e dezenas de outras nações atestam, e exibem à saciedade, a verdade em epígrafe, enunciada no séc. VI a.C: excesso de leis, fator multiplicador de ladrões e bandidos. Neste lodaçal da corrupção emerge a planta nociva da “ineficiência”, e o povo, mergulhado em analfabetismo cultural, doenças e carências de toda ordem, carrega a cruz do sofrimento. Triste sina! Mas!... A Esperança é uma chama que nunca fenece. Num porvir, talvez próximo, tudo mudará.
Klinger Sobreira de Almeida – Mil. Ref./PMMG – Membro Fundador ALJGR
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Belo Horizonte, 6 de setembro de 2016

SONETO À VERDADE- ( XXIII da Série) Excesso de Leis
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Soneto-nº 6.174- Noneto Nº 52
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil,
Interação-interpretativa da reflexão de
Klinger Sobreira de Almeida:
Rastreando a Verdade:(Excesso de Leis).
-
Excesso em tudo causa o mal descrito:(A)
_Legisladores criam leis e dão (B)
aprovação, às vezes, só no escrito, (A)
papel aceita tudo, ao Ser ladrão. (B)
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Os vinte e seis Estados e um Distrito (A)
Federal trazem LEIS que não estão (B)
sendo cumpridas; tangem grave atrito: (A)
_Mas nas esferas querem Paz, União. (B)
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Atualmente, muitas leis confundem! (C)
A corrupção não traz nenhum valor (D)
_Nações comprovam triste cruz! Há dor! (D)
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A humanidade vê que muitos vencem! (E)
Impunidade os erros não convencem. (E)
Resta a Esperança quando existe Amor. (D)
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Belo Horizonte, setembro de 2016,
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5748582
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(*) Metodologia deste Soneto:
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes//
na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB,CDD, EED;
Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético:
CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas 5 instrumentos musicais apenas.
SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DE-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais.
(Noneto musical criado por Villa Lobos)
(Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta)
Mensagem conclusiva no 14º Verso ( Último do segundo terceto).
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6173-EXCESSOS DE LEIS-
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TROVAS de nº 2.207 a 2.215
 Por Sílvia Araújo Motta-BH-MG-Brasil
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TROVA nº 2.207
Os excessos de LEIS são
fontes de ineficiência,
inspiram a CORRUPÇÃO,
benesses em evidência.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.208
Quando o ESTADO tem ladrões,
vendas de facilidade,
os bandidos das NAÇÕES
arruínam a sociedade.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.209
Normas administrativas
em excesso, multiplicam
classes de ladrões ativos,
no Xadrez da Vida jogam.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.210
O Estado é o instrumento
para promover bem-estar,
no progresso, o crescimento:
_Meta para governar.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.211
Quando citada a ficção:
do tal "Calcanhar de Aquiles"
na Antiguidade, a reação
trouxe consequentes males.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.212
Todo ESTADO deveria
lutar para o Bem Comum
mas são poucos: _Quem diria,
que buscam Senso Comum.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.213
O CIPOAL normativo
incentiva a corrupção,
o poder administrativo
inferniza o cidadão.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.214
Dezenas de Operações
esclarecem graves CRIMES,
dilaceram corações,
buscam malhas nas raízes.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.215
Nossa Constituição
nesta época é citada
“Impeachment” é reação
traz hora descompassada.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.216
A LEI encontra saídas
e quem acusa é capaz
de provocar despedidas
que a pena máxima traz.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.217
Erradas opiniões
entornam mares de dor,
até Constituições
alteram a Lei do AMOR.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.218
As Leis nas teias de aranha
são dos “pequenos” cobradas,
quando a impunidade arranha,
pelos “Grandes” são rasgadas.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.219
Sofre da LEI, o rigor,
todo pobre, sem instrução,
rico tem ao seu favor
dinheiro da corrupção.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.220
LEIS são úteis para quem
tem posses e quer “justiça”
_Aquele que nada tem
cala e o silêncio atiça!...
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.221
LEI não serve para “nada”
se não for executada;
fácil de ser governada
é Nação “desencantada.”
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.222
Natureza traz lição,
paz-liberdade-beleza...
Caminho da INTUIÇÃO
tem Lei de DEUS, com certeza.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.223
Má interpretação da LEI
é espécie de “tirania”
tira a liberdade, eu sei,
e ao povo dá a fantasia.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.224
Somente os ricos aprovam
tantas Leis, tantos impostos...
que os “pobres” pagam...comprovam
sem os bens que são propostos.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
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TROVA nº 2.225
Corrupção traz lodaçal,
planta a ineficiência
social e cultural;
lei  multiplica a carência.
Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.

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Prezados Confrades e Confreiras,
Verdades cruéis enunciadas há séculos, fruto de uma sabedoria milenar, precisam ser ditas, relembradas, retiradas dos escaninhos do tempo. Quem sabe o despertar acontecerá!? Neste tema XXIII, pincei do mosaico de ensinamentos de Lao Tsé uma “verdade” que, quase sempre, passa despercebida no meio de tanta demagogia, falácias e desacertos  que nos assolam.
Saudações Acadêmicas,
Klinger Sobreira de Almeida – Cel. PM Ref./Membro Efetivo-Fundador ALJGR e, correspondente, Academia Valadarense de Letras
-
Rastreando a Verdade(XXIII)
EXCESSO DE LEIS-Fonte de Ineficiência e Corrupção
Quando leis e decretos são numerosos e evidentes, ladrões e bandidos multiplicam-se.” – Lao Tsé, in Tao Te King, Poema 57.
O Estado – instrumento para promover o progresso e o bem-estar – desde a remota antiguidade, quando ainda uma ficção, teve na classe dirigente seu “Calcanhar de Aquiles”. Ora soberanos absolutos a governar em prol da corte, usurpando a riqueza e escravizando os vassalos. Ora ditadores cruéis, pretensos sábios ou deuses, que mantinham seus familiares e áulicos usufruindo de todas as benesses e, ao resto: migalhas, perseguição, cárcere ou morte. Ora pseudodemocratas, erigindo-se em grupo dominante, saqueavam e igualavam o povo a um rebanho.
Poucos são os Estados instrumentalizados a um exercício do poder político voltado ao bem comum. Somente as nações, cujos povos alcançaram elevados níveis na ordem consciencial e no conhecimento, sabem escolher seus governantes, monitorá-los e realinhá-los quando em desvios (v.g. Suécia, Finlândia, Noruega, Suíça...). A maioria vive sob a égide de governos populistas, ou pseudodemocratas, ou ditadores, onde o povo vegeta em diferentes graus de carência.
Uma das características do Estado invertido – instrumentalizado às avessas – é a abundância de leis, decretos e normas administrativas. Estas constituem copiosa teia que, por um lado perverso, dificulta, atravanca, embaraça e peia a população, mas, de outro, enseja a “venda de facilidades” – a corrupção escancarada – o gozo e a embriaguez do poder. Neste viés, infelizmente o Brasil é um exemplo.
 Até a Constituição/1988 (retalhada em quase uma centena de emendas), trilhava-se o caminho da exuberância normativa. A ordem constitucional emergida abriu as comportas, esgarçando o processo legislativo no que tange à apresentação de projetos de lei e sua tramitação. A essa tendência viciosa aportaram 26 unidades federadas, um distrito federal e 5.270 municípios. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação-IBPT, levantamento/2013, foram editadas nas três esferas – União, estados e municípios – 4.785.194 normas: leis, decretos, resoluções administrativas etc.
  O cipoal normativo, além de infernizar a vida do cidadão bem-intencionado, ensejou nos altos e médios estamentos – políticos, empresariais, institucionais... – nichos de corrupção que, ao lado de uma ineficiência gritante, saqueiam impiedosamente o erário público. As dezenas de operações desenvolvidas pelo Ministério Público, Polícia Judiciária e Justiça Criminal – Mensalão, Lava Jato, Mar de Lama, Zelotes etc. – em cujas malhas caem, pela primeira vez, escalões superiores da vida pública e executivos do topo, evidenciam a extensão e a profundidade da megadelinquência que vem atolando a nação em grave crise política e econômica.
Assim, na era contemporânea, o Brasil e dezenas de outras nações atestam, e exibem à saciedade, a verdade em epígrafe, enunciada no séc. VI a.C: excesso de leis, fator multiplicador de ladrões e bandidos. Neste lodaçal da corrupção emerge a planta nociva da “ineficiência”, e o povo, mergulhado em analfabetismo cultural, doenças e carências de toda ordem, carrega a cruz do sofrimento. Triste sina! Mas!... A Esperança é uma chama que nunca fenece. Num porvir, talvez próximo, tudo mudará.
Klinger Sobreira de Almeida – Mil. Ref./PMMG – Membro Fundador ALJGR
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Belo Horizonte, 6 de setembro de 2016.
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 http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2016/09/soneto-verdade-xxiii-da-serie-excesso.html