quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Symphony No. 9 ~ Beethoven


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https://www.youtube.com/watch?v=t3217H8JppI&index=4&list=RDLkcvrxj0eLY

Beethoven - Moonlight Sonata (FULL)


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Enviado em 15 de dez de 2010
Beethoven - Moonlight Sonata (FULL) - Piano Sonata No. 14

Fan page:
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The Piano Sonata No. 14 in C♯ minor "Quasi una fantasia", op. 27, No. 2, by Ludwig van Beethoven

The sonata has three movements:

1 mvt: Adagio sostenuto.
2 mvt: Allegretto (click to go at 6:00 min).
3 mvt: Presto agitato (click to go at 8:05 min).

Adagio sostenuto

The first movement, in C♯ minor, is written in an approximate truncated sonata form. The movement opens with an octave in the left hand and a triplet figuration in the right. A melody that Hector Berlioz called a "lamentation", mostly by the right hand, is played against an accompanying ostinato triplet rhythm, simultaneously played by the right hand. The movement is played pianissimo or "very quietly", and the loudest it gets is mezzo forte or "moderately loud".

The adagio sostenuto has made a powerful impression on many listeners; for instance, Berlioz said of it that it "is one of those poems that human language does not know how to qualify. The work was very popular in Beethoven's day, to the point of exasperating the composer himself, who remarked to Carl Czerny, "Surely I've written better things.


Allegretto

The second movement is a relatively conventional scherzo and trio, a moment of relative calm written in D-flat major, the enharmonic equivalent of C♯ major, the more easily-notated parallel major of C♯ minor. Franz Liszt described the second movement as "a flower between two chasms."[citation needed] The slight majority of the movement is in piano, but a handful of sforzandos and forte-pianos helps to maintain the movement's cheerful disposition.


Presto agitato

The stormy final movement (C♯ minor), in sonata form, is the weightiest of the three, reflecting an experiment of Beethoven's (also carried out in the companion sonata, Opus 27, No. 1 and later on in Opus 101) placement of the most important movement of the sonata last. The writing has many fast arpeggios and strongly accented notes, and an effective performance demands lively and skillful playing.

It is thought that the C-sharp minor sonata, particularly the third movement, was the inspiration for Frédéric Chopin's Fantaisie-Impromptu, which manifests the key relationships of the sonata's three movements.

Of the final movement, Charles Rosen has written "it is the most unbridled in its representation of emotion. Even today, two hundred years later, its ferocity is astonishing.

Beethoven's heavy use of sforzando notes, together with just a few strategically located fortissimo passages, creates the sense of a very powerful sound in spite of the predominance of piano markings throughout. Within this turbulent sonata-allegro, there are two main themes, with a variety of variation techniques utilized.
Beethoven's pedal mark
See also: Piano history and musical performance, Mute (music), and Piano pedals#Beethoven and pedals

At the opening of the work, Beethoven included a written direction that the sustain pedal should be depressed for the entire duration of the first movement. The Italian reads: "Si deve suonare tutto questo pezzo delicatissimamente e senza sordino". ("One must play this whole piece [meaning "movement"] very delicately and without dampers.") The modern piano has a much longer sustain time than the instruments of Beethoven's day, leaving for a rather blurry and dissonant tone.

One option for dealing with this problem is to perform the work on a restored or replicated piano of the kind Beethoven knew. Proponents of historically informed performance using such pianos have found it feasible to perform the work respecting Beethoven's original direction.

For performance on the modern piano, most performers today try to achieve an effect similar to what Beethoven asked for by using pedal changes only where necessary to avoid excessive dissonance. For instance, the Ricordi edition of the score posted at the external link given below does include pedal marks throughout the first movement. These are the work of a 20th century editor, meant to facilitate performance on a modern instrument.

Half pedaling — a technique involving a partial depression of the damper pedal — is also often used to simulate the shorter sustain of the early nineteenth century pedal. Charles Rosen suggests both half-pedaling and releasing the pedal a fraction of a second late.

Banowetz offers a further suggestion: to pedal cleanly while allowing sympathetic vibration of the low bass strings to provide the desired "blur." This is accomplished before beginning the movement by silently depressing the piano's lowest bass notes and then holding these dampers up with the sostenuto pedal for the duration of the movement.

Beethoven - Für Elise (60 Minutes Version)


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https://www.youtube.com/watch?list=RDLkcvrxj0eLY&v=Lkcvrxj0eLY
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

TORRE DO SILÊNCIO-Forma antiga de sepultamento-Ver dez fotos e curiosidades


TORRE DO SILÊNCIO-Forma antiga de sepultamento
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"A Torre do Silêncio": Uma das mais antigas formas de sepultamento


Yahoo Notícias
15 de dezembro de 2015
Enquanto enterrar corpos no solo é a mais comum das providências quando alguém morre hoje em dia, nem todo mundo concorda com esta forma de despedir-se dos entes queridos. Uma rápida pesquisa do passado nos permite identificar as diversas formas distintas de dar o último adeus, porém muitas delas foram praticamente exterminadas.
Em um dado momento da história, o Zoroastrismo era uma das religiões mais populares do mundo, sua existência data o século 7 a.C. Na crença destas pessoas, uma vez que alguém tivesse morrido, o corpo é possuído por uma entidade do mal chamada ‘nasu daeva’. Por isso, enterrar os corpos na verdade era visto como uma forma de “contaminação” da terra. Por isso, eles construíam as torres do silêncio.














Fonte:
https://br.noticias.yahoo.com/fotos/a-torre-do-sil%C3%AAncio-uma-das-mais-antigas-formas-de-sepultamento-1450183496-slideshow/torre-do-silencio-photo-1450183208480.html
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SAIBA MAIS:

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Zoroastrismo
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zoroastrismomasdaísmomasdeísmo[1] ou parsismo é uma religião fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético. De acordo com historiadores da religião, algumas das suas concepções religiosas, como a crença noparaíso, na ressurreição, no juízo final e na vinda de um messias, viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.[2]
Tem seus fundamentos fixados no Avesta e admite a existência de duas divindades (dualismo), as quais representam o Bem (Aúra-Masda) e o Mal (Arimã). Da luta entre essas divindades, sairia vencedora a divindade do Bem, Aúra-Masda.[2]
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[...]

LOCAIS DE CULTO:
Os templos religiosos do zoroastrismo, onde se desenrolam as cerimónias e se celebram os festivais próprios da religião, são conhecidos como templos de fogo.
Estes edifícios possuem duas partes principais. A mais importante é a câmara onde se conserva o fogo sagrado, que arde numa pira metálica colocada sobre uma plataforma de pedra. Os sacerdotes zoroastrianos visitam o fogo cinco vezes por dia e procuram mantê-lo aceso, fazendo oferendas de sândalo purificado. Recitam também orações perante o fogo com a boca tapada por um tecido, de modo a não contaminarem o fogo. Este respeito pelo fogo sagrado levou a que os zoroastrianos fossem chamados de "adoradores de fogo", o que constitui um erro, na medida em que o fogo não é adorado em si, mas como um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda. Os templos de fogo mais importantes do Irão e da Índia mantêm uma chama de fogo sagrado a arder perpetuamente.
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RITUAIS:

O zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma chama de fogo.
Navjote (ou Sedreh-Pushi, como é conhecido entre os zoroastrianos do Irão) é uma cerimónia de iniciação obrigatória destinada às crianças zoroastrianas que deve acontecer entre os sete e os quinze anos de idade. É importante que a criança já conheça as principais orações da religião.
Antes da cerimónia começar, a criança toma uma banho ritual de purificação (Naahn). Durante a cerimónia, conduzida pelo mobed e na qual estão presentes familiares e amigos, a criança recebe o sudreh (ousedra, uma veste branca de algodão) e o kusti (um cordão feito de lã) que ata na sua cintura. A partir deste momento, o zoroastriano deve usar sempre o sudreh e o kusti.
casamento zoroastriano implica dois momentos distintos. No primeiro, os noivos e os seus padrinhos assinam o contrato de casamento. Segue-se a cerimónia propriamente dita durante a qual as mulheres da família colocam sobre a cabeça dos noivos um lenço; simultaneamente, dois cones de açúcar são esfregados um contra o outro. O lenço é, então, cosido, simbolizando a união do casal. As festas do casamento podem prolongar-se entre três e sete dias.
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PRÁTICAS FUNERÁRIAS:

Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo num prazo de três dias e o seu cadáver é impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza, não se deve poluí-la com um cadáver.
Na prática, esta crença implicou que os cadáveres dos zoroastrianos não fossem enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como torres do silêncio (dakhma).
Após a morte, um cão é trazido perante o cadáver, num ritual que se repete seis vezes por dia. No quarto onde se encontra o cadáver, arde uma pira de fogo ou velas durante três dias. Durante este tempo, os vivos evitam o consumo de carne.
Os participantes no funeral vestem-se todos de branco, procurando-se evitar o contacto directo com o defunto. O cadáver (sem roupa) é, então, depositado numa torre do silêncio. Depois de as aves terem consumido a carne, os ossos são deixados ao sol durante algum tempo para secarem.
Por motivos vários (relacionados, por exemplo, com a diminuição da população de aves de rapina ou com a ilegalidade desta tradição em alguns países), esta prática tem sido abandonada por zoroastrianos residentes em países ocidentais e até mesmo no Irão e Índia, optando-se pela cremação.
FONTE:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zoroastrismo
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ZOROASTRISMO HOJE:
A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos.[2] Em 2004, o número de zoroastrianos no mundo foi estimado entre 145 000 e 210 000.[4] O Censo indiano de 2001 contabilizou 69 601 zoroastrianos parsis.[5]
Na Índia, os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio económico, educativo e caritativo. Muitos vivem em Mumbai (Bombaim) e têm tendência para praticar a endogamia, desencorajando o proselitismo religioso. Veem a sua fé como étnica.
Em geral, os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar conversões. Concentram-se nas cidades de TeerãoYazd e Kerman. Falam uma variante da língua persa, o Dari (diferente do Dari falado noAfeganistão). Receberam o nome de gabars, termo inicialmente com conotações pejorativas (no sentido de "infiel"), mas que perdeu muito da sua carga negativa.
Uma diáspora zoroastriana pode ser encontrada em países como o Reino UnidoCanadá (6 000 pessoas), Estados Unidos (11 000 pessoas) e Austrália (2 700 pessoas) e nos países do Golfo Pérsico (2 200 pessoas).
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura declarou o ano de 2003 como ano de celebração dos 3000 anos da religião e cultura zoroastriana, numa iniciativa proposta pelo governo do Tajiquistão.
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BIBLIOGRAFIA:
  • BAUSANI, Alessandro - "Lo Zoroastrismo" in Le Grandi Religioni, dir. Angelo Solmi, Volume VI. Milão: Rizzoli Editore, 1964.
  • BOYCE, Mary - Zoroastrians: Their Religious Beliefs and Practices. New York: Routledge, 2002. ISBN 0-415-23903-6.
  • SMART, Ninian - The World's Religions. Cambridge University Press, 1998. ISBN 0-521-63748-1.
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Religiões
Zoroastrismo
O Faravahar (ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo.O zoroastrismo é uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os Gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético e de acordo com os historiadores da religião algumas das suas concepções religiosas viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islão.

O zoroastrismo hoje

A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos. Para além destes existem também ocidentais convertidos à religião. Segundo estimativas de 2004 o número de zoroastrianos era de 124 mil pessoas.

Na Índia os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio económico, educativo e caritativo. Muitos vivem em Mumbai (Bombaim) e têm tendência para praticar a endogamia, desencorajando o proselitismo religioso. Vêem a sua fé como étnica.

Em geral os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar conversões. Concentram-se nas cidades de Teerão, Yazd e Kerman. Falam uma variante da língua persa, o Dari (diferente do Dari falado no Afeganistão). Receberam o nome de "gabars", termo inicialmente com conotações pejorativas (no sentido de "infiel"), mas que perdeu muito da sua carga negativa.

Uma diáspora zoroastriana pode ser encontrada em países como o Reino Unido, Canadá (6 mil pessoas), Estados Unidos (11 mil pessoas) e Austrália (2700 pessoas) e nos países do Golfo Pérsico (2200 pessoas).

A UNESCO declarou o ano de 2003 como ano de celebração dos 3000 anos da religião e cultura zoroastriana, numa iniciativa proposta pelo governo do Tadjiquistão.
Fonte:

http://www.oguru.com.br/religiao/30/zoroastrismo/

SONETO À VERDADE [7º DA SÉRIE] - Noneto-Poético-Teatral Nº 26-Soneto nº 6.074 Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*) - Comentando A Crônica [Rastreando a Verdade] [VII] – CONHECER-SE: Portal Aberto à Liberdade – De Klinger Sobreira de Almeida.

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SONETO À VERDADE [7º DA SÉRIE]
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Noneto-Poético-Teatral Nº 26-Soneto nº 6.074
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*)
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Comentando A Crônica [Rastreando a Verdade] [VII]
– CONHECER-SE: Portal Aberto à Liberdade –
De Klinger Sobreira de Almeida.
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"Conhece-te a ti mesmo" eis o tema
que a Antiguidade traz em cada mente,
toda a importância e força deste lema;
-Quem se aprimora tem prazer, pressente...
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Rega o bom grão plantado, em sol que queima!
Sócrates, Delfos, Cristo: o da "Semente"
elevam o SER humano neste esquema
ao infinito tempo que consente.
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F.Gullar na voz de Fagner faz
rever Verdade, sem cair o queixo:
-Sabedoria alerta e à Luz refaz...
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Felicidade tem segredo certo;
para alcançá-la siga o EU do eixo :
-O "Conhecer-se... é um portal aberto."
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Belo Horizonte,MG, quinta-feira 17 de dezembro de 2015
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http://www.recantodasletras.com.br/acrosticos/5482282
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes//
na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas - Rimas: ABAB, ABAB,CDC, EDE;
Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético:
CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas 5 instrumentos musicais apenas.
SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DC-D-9 vozes acompanhadas por solos de instrumentos musicais.
(Noneto musical criado por Villa Lobos)
(Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta)
Mensagem conclusiva no 14º Verso( Último do segundo terceto).
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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2015/12/soneto-verdade-7-da-serie-noneto.html

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Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2015
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Confrades e Confreiras,
Permitam-me, na inspiração deste clima ameno e alegre que assinala o Espírito de Natal, fazer-lhes minha saudação preferida em fonte sânscrita: NAMASTÊ – O Deus que mora em mim saúda o Deus que mora em ti!
O 2015 se esvai... Agora, continuando nossa marcha cósmica, varando o tempo, aguardamos o 2016, e lembro-me de uma canção militar daqueles idos, que se iniciava  mais ou menos assim:  – Avante Camaradas, ao tremular do nosso pendão/ Vençamos as invernadas com fé suprema no coração/Aqui não há quem nos detenha...
Vamos avançar o 2016 com “fé suprema no coração”, acreditando que podemos contribuir para que a nação se erga do fosso em que se encontra: economia em retração, inflação acelerando, desemprego expandindo... E a Cultura da Razão Cínica levantando a cabeça, desafiadora.
Vamos acreditar, numa fé em Deus,  firme e inabalável, que podemos vencer. Se olharmos o pretérito, esta não é a primeira crise, nem será a última. Entremos, pois, o 2016, otimistas e esperançosos, dispostos a “combater o bom combate”.
No último tema do ano – tema VII da série Rastreando a Verdade – recordo-lhes, em boa hora, os primores da sabedoria ancestral: Sócrates e Cristo – cujas mensagens são luzes seculares que jamais se apagam.
Retornarei em fevereiro/2016, prosseguindo esse rastreamento da verdade, com o tema VIII. Nesta oportunidade, agradeço todos aqueles que me têm honrado com a leitura de meus textos, que têm criticado, abrindo novas trilhas nesse rastreamento.
Que as vibrações deste crepúsculo 2015, no entrelace da aurora de 2016, lhes seja, extensivamente aos seus entes queridos,  um painel de luz!

Klinger Sobreira de Almeida – Cadeira 12
 Academia de Letras João Guimarães Rosa da PMMG.
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Rastreando a Verdade (VII)
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– CONHECER-SE: Portal Aberto à Liberdade –

                    Klinger Sobreira de Almeida

Nos anos 90, Fagner fez sucesso – “Menos a Mim”, composição em parceria com Ferreira Gullar.  Nas duas estrofes iniciais, a elegia presunçosa do conhecimento amplo e geral: Conheço a aurora com seu desatino (...) Conheço tudo (...). Na 3ª e última, a luz e o despertar: “... Posso afirmar enfim/Que não conheço nada desta vida/Que não conheço nada, nada, nada/Muito menos a mim.” Essa canção, em sua essência, sintetiza uma linha filosófica de emancipação espiritual do homem.
Desde a longínqua antiguidade, a história nos mostra parcela menor da humanidade – inteligências mais avançadas – inquieta e ansiosa, buscando desvendar os segredos da vida, o seu entorno e o universo. Ora achava, ora especulava! Enquanto isso, a maioria queria apenas viver, desfrutando o que a natureza lhe proporcionava não só para a sobrevivência, mas também em gozos e prazeres.
 Os sábios das eras avoengas, na trilha dessa caminhada especulativa, inseriram algumas máximas no Oráculo de Delfos, a fonte onde os garimpeiros do conhecimento bebiam inspiração.   Dentre estas, uma se sobressaía: Conhece-te a ti mesmo.  Entendiam eles que o primeiro passo para adentrar aos segredos a vida no contexto do universo consistia na descoberta interior. Ao homem caberia, olhando-se interiormente, desvendar-se, avaliar suas fragilidades, seus defeitos... Conhecendo-se, nos meandros do seu Eu, poderia limpar-se, livrar-se das sombras e iluminar-se para lançar-se nas veredas da verdade. Só então teria condições de afastar o véu da escuridão.
“Conhece-te a ti mesmo”: eixo em que Sócrates – expoente da sabedoria ancestral – montou os alicerces de sua filosofia. Nessa rota, o filósofo alertava o povo ateniense, em especial os jovens, sobre os aspectos falaciosos da vida: poder, fama, honrarias, riquezas... Mostrava-lhes o fundamental: a estrutura moral, a edificação de virtudes, abrindo-se trilhas que levariam à felicidade. Impunha-se, para tanto, que cada um, de per si, num esforço de autoconhecimento, voltasse, criticamente, para dentro de si, formatando sua geografia interior: potencial de luz, mas também pontos lodosos e tendências abjetas. A partir daí, então, caído o véu, o livre-arbítrio: – Continuo na senda da imperfeição, ou alavanco meu potencial de luz? A decisão, individual.
Esse chamamento – Conhece-te... – que abre as veredas da felicidade, tem ecoado, através dos séculos, nas mensagens dos luminares do pensamento, mas a maior parte da humanidade, ainda rastejando na ignorância, prefere seguir escravizada às benesses, vícios e prazeres mundanos. Como clarear a mente ignorante?! Reportemo-nos à ensinança do Mestre Cristo, na Parábola do Semeador: – Insistir na semeadura, mesmo que parte das sementes caia em solo estéril, porém a que encontrar terreno fértil irá frutificar. E mais: livrar o terreno adverso dos pedregulhos e espinheiros.
 Quando se chega ao estágio do “conhecer-se”, o portal estará aberto para a alavancagem do potencial de luz, iniciando-se a tarefa não fácil, mas possível, de lapidação da ganga impura (desbastar a pedra bruta, segundo secular ordem filosófica), o que exige vontade incoercível, que, ao final, será contemplada com a liberdade.
Conhecer-se - verdade incontrastável! - portal aberto à liberdade. É um desafio ao ser humano que, em luta ingente, busca sua elevação consciencial.
Klinger Sobreira de Almeida – Militar Ref/membro da ALJGR
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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2015/12/soneto-verdade-7-da-serie-noneto.html