sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Rastreando a Verdade (IV) – O Crime Não Compensa – Klinger Sobreira de Almeida-SONETO-NONETO de Silvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil

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Rastreando a Verdade (IV)

– O Crime Não Compensa –

                                                                  Klinger Sobreira de Almeida

A vida humana – fugaz no contexto da eternidade – não é um fim em si mesma. Constitui oportunidade valiosa do processo cósmico-evolutivo. É uma travessia da qual não se pode desertar.  A Lei do Amor, não importam situações ou circunstâncias ao longo da jornada, é o balizamento. E, nesse alinhamento, viver consiste, em suma, participar e co-criar na obra de Deus, cada um em sua esfera provacional ou missão.
A verdade da vida é algo de uma clareza meridiana. Os avatares, desde os tempos idos, nos trazem mensagens esclarecedoras, e Cristo, há dois mil anos, sintetizou-as nos enunciados do Sermão do Monte e nas parábolas. Malgrado isto, parte da humanidade, atraída pelo “canto da sereia”, ou cultivando a ignorância como valor, persiste em trilhar os caminhos equivocados da delinquência: mata, ofende a integridade física do irmão, agride e destrói a natureza, rouba, furta, frauda, corrompe...
Das classes populares – muitas vezes produto do meio ou vítimas da falência educativa, ou mesmo da inegável injustiça social – emergem os marginais que praticam a violência rasteira e cotidiana, que, por efeito das drogas, assume, não raramente, conotação de crueldade e ferocidade. Estes são os delinquentes de baixa envergadura socioeconômica, em que alguns têm o sonho de grandeza e, às vezes, a ele chegam, porém logo, logo, esboroa. Os oriundos desse estrato social inferior sofrem dura repressão. Morrem cedo, no confronto entre eles ou com a polícia, ou se consomem nos cárceres. Nenhum alcança êxito. A travessia terrena lhes é uma perda inglória.
No espectro geral da delinquência, a mais nociva está no topo, e é protoganizada por figuras que alcançaram notabilidade política, social e/ou econômica. Muitas se apresentam diante da pátria, incensados pela mídia, travestidos de grandes líderes e protetores do povo.  Estes, sim, concorrem para a persistência da caótica situação de injustiça social – carência e precariedade em tudo: infraestrutura de água e esgoto, transporte, rodovias, portos; sistemas de saúde, educacional e segurança pública. São eles que promovem a sangria de bilhões de dólares ou euros que migram para os paraísos fiscais. Esses vampiros – tecendo canais entre bancos/banqueiros, tesouro público, estatais e empresas privadas – aplicam os fabulosos golpes, sugam a riqueza nacional, sucateiam as estatais, roubam o que iria para o bem-estar do povo, aniquilando as esperanças e escurecendo os horizontes. O móvel: simples e pura ganância. Atolados no egoísmo, inebriam-se com a arca de ouro.
Essa delinquência mais nociva gozaria de uma aparente impunidade? Não! Hodiernamente, não é o que acontece. Os aparelhos de repressão do Estado – Ministério Público, Justiça e Polícia – mobiliados por uma geração moralmente avançada, vêm desafivelando as máscaras que escondiam os facínoras do alto-escalão. Nos últimos tempos, cidadelas de corrupção se desmoronaram, e figurões, antes tidos como intocáveis, amargam o cárcere ou tornozeleiras eletrônicas.
A sabedoria popular, cunhando a expressão cediça: o crime não compensa – o fez nas asas da inspiração divina. Nenhum criminoso, qualquer que seja o estrato social de onde venha, não escapa da lei moral de causa x efeito.

Klinger Sobreira de Almeida – Militar Ref/PMMG, membro efetivo da ALJGR
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SONETO À VERDADE [4º DA SÉRIE]
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Noneto-Poético-Teatral Nº 23-Soneto nº 6.069
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil (*)
Comentando A Crônica [Rastreando a Verdade] [IV]
-O Crime Não Compensa-
De Klinger Sobreira de Almeida.
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Obra Divina, eterna vem honrar:
-Somente Lei do Amor faz [SER] vencer;
a evolução ao cosmos põe luz no ar,
porém os homens [cegos] vão só [TER.]
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A corrupção atinge o bem-estar
do cidadão que cumpre seu dever:
-Jejua, pensa e ora, sem cessar,
diante da lama, chora e custa a crer.
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[O criminoso não escapa] e enfrenta
a [ lei moral da causa X efeito], então
sem valor, sofre, cai; não se sustenta.
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Impunidade deixa a mente tensa!
Sabedoria aprova e traz lição:
-Pura verdade : O CRIME NÃO COMPENSA.
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Belo Horizonte, sexta-feira, 27 de novembro de 2015.
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5461650
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(*)Soneto-Clássico-sáfico- heroico; com sílabas fortes//
na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas  Rimas: ABAB, ABAB,CDC, EDE;
Noneto com 9 solos: jogral-teatral-toante-cantante-poético:
CORO:Rimas: AACEE-somente uma voz com apenas
5 instrumentos musicais apenas.
SOLOS: Rimas: BAB-BAB-DC-D-9 vozes acompanhadas 
por solos de instrumentos musicais.
(Noneto musical criado por Villa Lobos)
(Noneto poético recriado por Silvia Araújo Motta)
Mensagem conclusiva no 14º Verso( Último do segundo terceto).


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http://academiadeletrasdobrasildeminasgerais.blogspot.com.br/2015/11/rastreando-verdade-iv-o-crime-nao.html